sábado, 3 de agosto de 2013

Aconteceu em Paris.

Resenha de um dos livros do Top Comentarista! :D

Evie Dexter tem 26 anos, divide um apartamento com sua melhor amiga Lulu (uma enfermeira eternamente apaixonada), tem um saldo devedor de nove mil reais, tem um vizinho chamado Nikki que vive a atormentando, em alguns momentos virá babá de suas sobrinhas gêmeas, Lauren e Becky, para sua irmã Lexy e agora quer mudar de carreira.
Ela quer ser paga para fazer algo que goste, por isso quer ser Guia de Turismo.
Depois de uns drinks, ela inventa algumas coisas no seu currículo e é chamada. Ela será guia em Paris. \o/
Tudo lindo e maravilhoso, se ignorar seu francês não muito bom, seu pequeno conhecimento histórico sobre a Cidade Luz e todas as outras trapalhadas que passam a acontecer no momento em que fecha a porta do seu apartamento, literalmente.
Além de tudo, seu motorista, Rob, é um cara lindo, inteligente e perfeito. Ou não?
Ela não sabe, mas está disposta a descobrir, ajudada por alguns vinhos franceses, é claro.


Se estiver disposta a dar boas risadas, acompanhar aventuras quase inusitadas, encontrar personagens marcantes e se desligar da sua própria vida por algum tempo, este é um livro que eu super indico. Evie tem 26 anos e faz algumas coisas que não condizem em nada com sua idade. Em algumas situações ela parecia mais uma garotinha de 16 anos perdida no mundo dos adultos, por isso a achava imatura, fútil e extremamente irresponsável, nesses momentos ela era intragável. Ela parece oscilar entre uma mulher decidida e uma adolescente maluca, mas ainda assim não tem como não se divertir com suas maluquices e principalmente torcer para que ela tenha um final feliz, de preferência junto com Rob, que se mostra um homem teimoso, inteligente, lindo e controlador.

Em outros casos ficaria um pouco receosa com relação a ele por conta de sua total autoridade, sempre mandando e desmandando em tudo e todos, mas acredito que ele é realmente o tipo de pessoa que a Evie precisa ter por perto, para tentar colocá-la na linha, fazê-la pensar um pouco mais... Por que, sinceramente, Lulu, Lexy e Nikki não são as pessoas mais responsáveis do mundo, então não são bons exemplos para nossa protagonista alucinada.

Confesso que chegou um momento em que eu olhei para o livro e pensei "E agora?". Ainda tinham muitas páginas para ler, mas eu não conseguia imaginar o que a autora teria colocado, pois parecia que a história tinha acabado, mas uma pequena reviravolta colocou tudo em movimento, então se você chegar perto da metade do livro e achar que a história acabou, se prepare, ainda tem muito o que acontecer e espero que se surpreenda tanto quanto eu, que fiquei com cara de boba algumas páginas, sem acreditar muito bem no que estava lendo.

Assim como a história oscilou um pouco, a narrativa oscilava também. A narrativa é em primeira pessoa (a Evie, é claro), e quando ela está nos momentos "adolescente perdida" as coisas se tornam engraçadas demais, demais mesmo, quase forçando ser engraçado. Apesar de incomodar um pouco, isso não é inteiramente ruim porque não tem como, você dá risada sim. E eu indico o livro por este alto grau de comicidade, por não te entediar durante a leitura, não se tornar cansativo, ter uma história bonita e agradável e principalmente pela forma com que a autora consegue te envolver e não te deixar odiar a Evie, mesmo que ela mereça um pouco. No fundo ela é, como a própria sinopse oficial diz, uma moça como muitas que conhecemos.

PS: O que mais me incomodou na leitura, foram os erros de digitação. :( Queria que o livro tivesse sido melhor revisado, ele merece.
"Mal posso esperar", pensei, animada. "Um adorável fim de semana em Paris, apenas cinquenta pessoas. Isso significa quarenta e oito passageiros, o motorista e eu. Vou dar o melhor de mim, sei que vou me sair bem. Quero dizer... Não pode ser mais cansativo do que morar com Lulu, cuidar de gêmeas ou fugir do Nikki. Pode?" (Pág 57).

Autora: Molly Hopkins.
Editora: Novo Conceito.
História: 4/5.
Narrativa: 4/5.