sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tudo pode mudar.

Gente!!! Estou de férias! *dancinha feliz*

Zachary tem 32 anos e acredita ter uma vida muito boa, com tudo o que poderia conseguir depois de uma infância conturbada.
Ele mora em um apartamento luxuoso com Jed, seu amigo milionário, possui um emprego firme e está noivo de Hope, uma mulher maravilhosa que, contra todas as expectativas, se interessou por ele.
Mas tudo pode mudar, não é?
No que seria uma manhã normal, Zack percebe uma mancha de sangue em sua urina.
O desespero bate de forma assustadora e ele decide procurar um médico, pois acredita estar com câncer.
Por conta deste choque, por perceber que pode estar para morrer, ele começa a pensar sua vida de uma maneira diferente. Percebe que é só um intermediário em seu trabalho estressante, que pode não estar tão apaixonado por Hope quanto acreditava e que seus sentimentos por Tamara (a viúva de Rael, seu melhor amigo), podem ser mais intensos do que deveriam.
Para fechar o pacote desesperador, seu pai, Norm, decide aparecer em sua porta. Ele foi o responsável por fazer a infância de Zach e seus dois irmãos ser o desastre que foi e por tirar o brilho dos olhos de Lela, sua mãe, então é claro que Zach não está disposto a aturá-lo agora, em meio a tanta confusão.
Porém, sem muitas escolhas, agora ele precisa lidar com um péssimo pai reaparecido e constantemente excitado, um provável câncer na bexiga, um noivado com a mulher que não ama mais e o amor por uma mulher que não pode ter.


Este é o segundo livro do Jonathan que eu leio, o primeiro foi Sete dias sem fim e foi por ele que me motivei a conhecer as outras obras do autor, então foi quase decepcionante a leitura deste livro. Não que ele seja ruim, pois não é e eu gostei dele, mas sim por esperar que fosse tão hilário quanto o outro e não foi.

Em Tudo pode mudar, apesar da narrativa um pouco cômica, não acho que o foco seja ser um livro engraçado, que faça o leitor chorar de rir, e sim aquele que o faz repensar suas atitudes e sentimentos, principalmente quando se trata da questão familiar, pois o relacionamento (ou a falta dele) entre Zack e o pai tem um destaque muito grande e os momentos dos dois são intensos e praticamente ditam o ritmo da história. Norm tem uma forma de ver o mundo um tanto distorcida e isso faz com que ele seja uma pessoa quase inconsequente, portanto os momentos mais engraçados constantemente são frutos de alguma trapalhada dele.

Todas as outras personagens também tem algum probleminha que faz com que sejam meio maluquinhas, em diferentes graus e contextos, então dei risada e me diverti lendo, mas isso só foi acontecer quase na metade do livro, pois foi quando ele finalmente me prendeu. Antes eu estava interessada pela história, mas ela não me envolvia de forma alguma, precisei de um tempo para finalmente me encaixar com o enredo e com as personagens. Fiquei um pouco irritada com algumas descrições excessivas, principalmente quando ressaltavam a beleza incomparável de Tamara ou Hope, e me revoltei um pouco com Zack por não tomar nenhuma atitude sobre nada, mas ele cresceu bastante e isso mudou. Outro ponto positivo foi o final, que não deixou nada a desejar e foi até melhor do que eu esperava.

No geral, gostei bastante do livro, só esperava um pouquinho mais no quesito história e talvez este tenha sido o meu erro, ir esperando muita coisa. Não acho que seja o melhor livro do autor, pois prefiro o outro que li, porém ainda recomendo para quem quiser dar algumas risadas e rever alguns conceitos sobre relacionamentos.

Somos nós. Os Guerreiros King. O que nos falta em músculos nós compensamos com diversão bizarra, uma ereção estratégica aqui, uma careca surpresa ali, e, enquanto o foco é desviado pelo show de horrores que somos, aproveitamos a oportunidade para atacar. (Pág 167).

Título: Tudo pode mudar.
Editora: Arqueiro.
História: 3/5.
Narrativa: 4/5.