sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A linguagem das flores.

Bom dia gente.
Estou passando por aqui para mais uma resenha (todo mundo fica feliz...)!
Assim como imaginei, minha volta para a escola está sendo um terror...rsrsrs
Completamente cheia de provas, trabalhos, chamadas orais e afins, então tirei um tempinho para vir por aqui de novo.
Estou feliz, porque com duas semanas de aula, eu estou conseguindo manter um ritmo até que normal para o blog, e pretendo continuar assim...rs

Victoria Jones passou 18 anos sendo mandada de um abrigo para outro, de uma família complicada para outra ainda pior e acabou se tornando uma pessoa fria, difícil e rancorosa.
Durante esse tempo em que era literalmente jogada para quem  a quisesse, ou não, ela só encontrou um lugar onde descobriu que poderia ser uma menina melhor e feliz.
Este lugar foi ao lado de Elizabeth, a única que lhe mostrou paciência e amor.
Mas Victoria, em um ato impulsivo e uma escolha equivocada, acabou botando tudo a perder.
Então, voltou para sua vida nos abrigos, onde ficou até completar seus 18 anos e ser literalmente atirada de volta ao mundo, levando apenas seu conhecimento sobre as flores (que ela adquiriu durante o tempo que ficou com Elizabeth).
Ela passa as noites dormindo em uma praça pública, se alimentando o mínimo possível e sem qualquer expectativa de que isso mude, até que começa a trabalhar com as flores, e vai lembrando de seu passado, de todas as escolhas erradas que tomou e por tudo o que passou... E sem que ela perceba, este conhecimento pelas flores e por ela própria acaba sendo a porta para uma nova vida, com novas possibilidades e escolhas.

Primeiro vou comentar que estava receosa com o livro, pois o último que eu li (ou pelo ao menos tentei) da Editora Arqueiro, foi O lago dos sonhos e eu simplesmente deixei para terminar mais tarde, quando estiver com mais paciência, porque a escrita era muito cansativa, mas depois me lembrei de Ladrões de Elite (também da Arqueiro) e que eu literalmente devorei...Então, fui me arriscar e acabei me envolvendo tanto na história, que quando o livro acabou, eu olhei e me perguntei: Acabou?! Como assim?! Eu comecei agora! A escrita é fluente e simples, mas muito intensa pois Victoria passa por muitas situações complicadas e acompanhá-la em todos esses momentos e não poder fazer nada para ajudá-la é muito triste.

Victoria é uma personagem muito complicada... As vezes eu entendia muito bem o que ela sentia/fazia, mas em alguns momentos eu pensava: O que você está fazendo, menina?! Porém se estivesse em seu lugar não sei se teria tomado decisões diferentes, nem mesmo quando o que ela fazia me parecia errado ou incoerente, pois acredito que para entendê-la completamente eu teria que ter passado pelas mesmas experiências que ela e não é certo julgar de longe...

E uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o dicionário das flores que tem no final do livro... Você pode sair aprendendo a linguagem das flores por lá e é muito bom isso, porque eu não fazia ideia sobre o significado de cada flor... (na verdade, não sei nem a diferença de uma para a outra...rs)

E a editora Arqueiro esta de parabéns pela capa (que é linda) e pelo trabalho que fez na edição do livro... Com a primeira letra de cada capítulo com alguma flor e quase sem erros de digitação...
Eu adorei o livro e recomendo para todo mundo, porque é muito lindo ver como a personagem vai crescendo, aprendendo e mudando enquanto o livro vai se desenvolvendo.
A linguagem das flores era a única coisa à qual eu era leal. Se começasse a mentir sobre ela, não restaria nada de belo ou verdadeiro em minha vida. (Págs 110/111).

Editora: Arqueiro.
História: 4/5.
Narrativa: 3/5.

Formulário de comentarista de fevereiro aqui.